"LiterIAtura Pauliceia: Oficinas Literárias com Inteligência Artificial nos Pontos Municipais de Leitura e Bosques Municipais de Leitura" e “Cordel 2.0: Edição Nordeste”.

Neste site você encontra versões beta de um percurso de Ensino de Escrita, acompanhada por monitorias que conectam o ato de escrever ao território vivido.
Começamos com uma estrutura semiótica que ajuda a perceber os pesos afetivos das palavras, passamos por uma “IA ancestral” inspirada no modelo ELIZA (1966), que conduz uma maiêutica (399 a.C.) a partir de perguntas, e chegamos ao diálogo com uma Inteligência Artificial Generativa brasileira no formato de Caleidoscópio de Versos.

Primeiro exercício de Escrita: Despertar a voz do Território.

Neste primeiro módulo, o participante entra no “Laboratório de Versos Semióticos”, uma ferramenta automatizada que ajuda a despertar a voz do território. A partir da escolha de um sentimento (que não é nomeado no verso), de um substantivo, adjetivos e de um ambiente cotidiano (laje, ponto de ônibus, feira, quadra da escola…), o app monta uma imagem-poema no formato Substantivo + Adjetivos + Conector + Ambiente. Em seguida, a pessoa é convidada a criar seu próprio verso e recebe, por e-mail, um PDF poético personalizado, que funciona como mapa simbólico do sentir naquele lugar. Esse é o primeiro nível de automatização: uma heurística simples que ajuda a perceber os pesos afetivos das palavras e a transformar experiência vivida em imagem escrita.

Segundo exercício de Escrita: Linguagens do Território.

Poética e Maiêutica – Cordel 2.0

Poética e Maiêutica

Um espaço para lapidar seus versos. Eu não escrevo por você, mas pergunto para sua imaginação despertar.
Dica: Fale do seu território, dos cheiros, das cores e das memórias.

No segundo exercício, “Linguagens do Território”, o participante encontra um segundo nível de automatização: um chatbot poético inspirado no clássico ELIZA (1966), entendido aqui como um “ancestral” das atuais Inteligências Artificiais Generativas. Em vez de escrever no lugar da pessoa, essa IA ancestral lê o que foi digitado — versos, fragmentos, pensamentos — e responde apenas com perguntas que deslocam o olhar para o corpo, a rua, a memória e os falares do território. A cada interação, o sistema identifica palavras-chave, emoções e modos de dizer (“eu me sinto…”, “eu sinto que…”) e devolve perguntas que funcionam como uma maiêutica: ajudam a escavar imagens, cenas e gestos que já estão no texto, mas ainda não foram plenamente assumidos como poéticos. Em caso de aparecimento de conteúdos muito pesados, como ideias de autoagressão ou violência contra outros, o próprio chatbot interrompe o jogo poético e orienta a pessoa, com cuidado, a buscar apoio da monitoria ou de um adulto de confiança, marcando o limite ético da experiência.

Caleidoscópio

Um APP que funciona dentro de um site conectado via API com uma IAG brasileira, sugerindo ser a Amazônia IA ou a Maritaca IA.

A Amazônia IA é a Inteligência Artificial do Brasil. Um modelo de linguagem grande (LLM) com potência computacional no mesmo nível dos maiores modelos do mundo. Com uma grande diferença. A Amazônia IA nasceu no Brasil.

Para os programadores, nossas APIs e documentações são muito mais amigáveis e têm um custo muito mais acessível do que os modelos internacionais, sem perder a qualidade.

O gasto de energia é uma das principais críticas feitas à tecnologia de Inteligência Artificial. Hoje, estima-se que em torno de 4% da energia global será gasta com IA até 2026. (fonte MIT) Por isso, a Amazônia IA nasce sustentável. Toda sua energia é limpa e renovável.

A Amazônia IA é uma iniciativa coletiva e tem como missão colaborar para que a comunidade de IA do Brasil possa construir cada vez mais.

A Maritaca AI é uma empresa brasileira dedicada ao desenvolvimento de inteligências artificiais especializadas em domínios e idiomas. Nosso compromisso é garantir que cada IA reflita o conhecimento único de diferentes regiões do mundo e setores do mercado, trazendo precisão, relevância e contextualização para seus usuários.
Nosso trabalho não se resume apenas à tecnologia – queremos moldar o futuro da IA com inovação responsável e impacto positivo. Seguimos investindo na evolução da linguagem natural, ampliando as capacidades da inteligência artificial para melhor atender às necessidades do Brasil e do mundo.
Na Maritaca, pesquisa é parte essencial do nosso DNA. Investimos continuamente no desenvolvimento de novas tecnologias, com foco em processamento de linguagem natural (PLN), modelos de linguagem em português e IA responsável.
Nossa equipe participa ativamente da comunidade científica, contribuindo com artigos, estudos e colaborações que buscam expandir os limites do que a inteligência artificial pode fazer — sempre com um olhar atento ao contexto local e às especificidades culturais e linguísticas do Brasil.

Ilustração de uma paisagem rural com campo, cactos, árvores, uma pequena igreja, uma casa com telhado listrado, e uma pessoa de costas usando chapéu e mochila, observando o pôr do sol, com texto sobre a imagem promovendo o evento 'Jornadas do Território'.

Game de treino: Jornadas do Território

Um laboratório poético de escrita, memória e cultura digital

Criador: Carlos Javier Vidal Guerrero (2025)

Curadoria: Celeste Maria Farias (2025)

📖 Visão Geral

Jornadas do Território é um jogo-laboratório de escrita criativa que entrelaça três dimensões fundamentais da experiência humana: vivência subjetiva, imaginação simbólica e inscrição territorial da voz. Inspirado pela tradição da literatura popular — especialmente o Cordel, suas oralidades e memórias — o projeto dialoga com epistemologias do território, cultura digital contemporânea e debates éticos sobre o uso da Inteligência Artificial.

Não se trata de produzir textos “perfeitos”, mas de acordar a voz interior, fortalecer vínculos com o lugar de onde se fala e exercitar modos de ver, sentir e narrar o mundo. Para isso, o jogo distribui missões poéticas em um mapa interativo composto por biomas do cotidiano — laje, feira, quadra, igreja, ponto de ônibus — onde cada passo aciona camadas de memória e percepção.

Pensado como uma ferramenta complementar às oficinas, o game funciona como um espaço de treino contínuo entre um encontro e outro, convidando participantes a explorarem sua sensibilidade literária no tempo próprio, sem pressão, mas com profundidade. A cada missão, a escrita se torna mais territorializada, mais singular, mais afinada com a vida: uma jornada íntima que une tradição e tecnologia, corpo e cidade, passado e invenção.

Logotipo preto e branco com uma estrela de oito pontas no topo, a palavra "CORDEL" em destaque, e "2.0" abaixo. Há também símbolos e detalhes decorativos ao redor.